Ir para o topo

António Filipe visita Aveiro

António Filipe iniciou ontem o dia na cantina da Universidade de Aveiro, onde reuniu com a Associação Académica da UA. Considerou que um Presidente da República não pode ignorar as dificuldades enfrentadas pelos estudantes — propinas altas, ação social insuficiente e falta de alojamento público — e criticou a intenção do Governo de aumentar as propinas, classificando-a como uma opção errada. Defendeu que o ensino superior constitui um investimento no futuro do país e não um privilégio.

Sublinhou ainda que o futuro dos jovens não pode depender da emigração, reiterando a necessidade de investimento na educação, de meios para as instituições, de valorização do trabalho e de um aumento geral dos salários para travar a saída de jovens qualificados.

O candidato esteve também no Cinanima, o maior festival de animação do país, onde recordou que a Constituição consagra a cultura como um direito, embora as políticas recentes tenham seguido o caminho inverso. Afirmou que, como Presidente, defenderá a afetação de 1% do Orçamento do Estado para a Cultura e o apoio aos trabalhadores do setor.

Nem a tempestade, afirmou, travou os muitos apoiantes que estiveram presentes em Ovar, destacando que a candidatura se mantém determinada a avançar.

Perante o que classificou como uma ofensiva da direita contra os valores de Abril — visível, disse, no pacote laboral que ataca direitos conquistados — considerou urgente uma candidatura que esteja do lado do trabalho e do povo.

António Filipe afirmou que estão a ser somadas forças para alcançar um grande resultado nas eleições e para todas as lutas por uma vida melhor, incluindo a greve geral de 11 de dezembro, com a qual manifestou solidariedade. Concluiu com a mensagem: “Com o povo, por Abril e por Portugal.”

Partilha

A direita controla hoje todos os órgãos de soberania. Apoia-se no crescimento de uma extrema-direita fascizante, racista e xenófoba. Neste quadro as eleições para Presidente da República assumem particular importância”

Os centros de decisão do capital começaram cedo a preparar as próximas eleições para Presidente da República, com a valorização e projeção de imagens ou conceitos como “autoridade” ou “poder forte””

Outras candidaturas que se perfilam com apelos ao consenso e à moderação feitos por quem quer que tudo fique na mesma”

Perante as candidaturas já anunciadas, muitos democratas lamentavam com razão a falta de uma candidatura que se identificasse sem reservas com os valores de Abril. Essa candidatura faltava, mas já não falta. Aqui estamos”

Uma candidatura a Presidente da República não pode resumir-se a produzir declarações generalistas e inócuas, sobretudo na situação que o País atravessa”

Nas funções que assumi no âmbito da Assembleia da República, que foram muitas e diversas procurei sempre defender o projeto libertador de Abril o melhor que fui capaz.”

É a candidatura de um comunista, com a confiança e o apoio dos seus camaradas, mas rejeita que a queiram limitar às fronteiras de uma afirmação partidária.”

É a candidatura que denuncia o sistema capitalista como causa profunda das injustiças, das desigualdades e da exploração.”

É a candidatura que constitui o espaço de convergência de todos os que se revêem na Constituição independentemente das suas opções políticas e partidárias.”

Entrevista

“O poder económico, perante a falência do modelo politico neoliberal que criou, alimenta as forças de extrema direita”
“A extrema-direita fala de corrupção, tenta associar a democracia à corrupção, quando o regime fascista é a corrupção institucionalizada.”
“A batalha parlamentar pela despenalização da IVG foi uma luta da qual me orgulho muito ter participado.”
“Que memórias tenho antes do 25 de Abril de 1974.”

Vídeos