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XIII Congresso da Juventude Comunista Portuguesa «Nas nossas mãos o mundo novo - Organizar. Unir. Lutar»

António Filipe esteve presente no 13.º Congresso da JCP, onde afirmou ter encontrado um congresso que reflete o presente e projeta o futuro de Portugal.

Na sua intervenção, defendeu que esse futuro não pode assentar na precariedade, em baixos salários, na desregulação laboral ou em barreiras ao ensino, nem condenar os jovens a emigrar, a viver sem estabilidade ou a ver a vida reduzida a mercadorias. Sublinhou que o futuro deve assentar no trabalho com direitos; no ensino superior entendido como investimento do país e não como privilégio; na habitação acessível; na cultura, na ciência, no tempo livre e numa vida plena; na produção, no desenvolvimento e na valorização profissional; bem como na paz, na solidariedade e na firme defesa dos povos oprimidos, incluindo o povo palestiniano.

António Filipe afirmou que o futuro está inscrito nos valores de Abril — democráticos, sociais, culturais e vivos — e nas mãos da juventude que os afirma com coragem. Considerou que é por isso que as eleições para a Presidência da República são importantes, defendendo a necessidade de um Presidente que cumpra e faça cumprir a Constituição e coloque o cargo ao serviço do povo.

Agradeceu à JCP o convite para estar presente no congresso. Recordou ainda que regressou à tribuna da organização 32 anos depois, referindo que esse regresso foi mais do que um momento, representando um reencontro com parte da sua própria história.

Evocou o 4.º Congresso da JCP, em 1993, durante o qual teve a tarefa de recolher, trabalhar e finalizar as propostas de alteração à resolução política. Contou que guardou esses documentos durante décadas e que os devolveu hoje ao seu “legítimo lugar”: à JCP, sublinhando que a História vive e continua a ser escrita por quem luta.

Partilha

A direita controla hoje todos os órgãos de soberania. Apoia-se no crescimento de uma extrema-direita fascizante, racista e xenófoba. Neste quadro as eleições para Presidente da República assumem particular importância”

Os centros de decisão do capital começaram cedo a preparar as próximas eleições para Presidente da República, com a valorização e projeção de imagens ou conceitos como “autoridade” ou “poder forte””

Outras candidaturas que se perfilam com apelos ao consenso e à moderação feitos por quem quer que tudo fique na mesma”

Perante as candidaturas já anunciadas, muitos democratas lamentavam com razão a falta de uma candidatura que se identificasse sem reservas com os valores de Abril. Essa candidatura faltava, mas já não falta. Aqui estamos”

Uma candidatura a Presidente da República não pode resumir-se a produzir declarações generalistas e inócuas, sobretudo na situação que o País atravessa”

Nas funções que assumi no âmbito da Assembleia da República, que foram muitas e diversas procurei sempre defender o projeto libertador de Abril o melhor que fui capaz.”

É a candidatura de um comunista, com a confiança e o apoio dos seus camaradas, mas rejeita que a queiram limitar às fronteiras de uma afirmação partidária.”

É a candidatura que denuncia o sistema capitalista como causa profunda das injustiças, das desigualdades e da exploração.”

É a candidatura que constitui o espaço de convergência de todos os que se revêem na Constituição independentemente das suas opções políticas e partidárias.”

Entrevista

“O poder económico, perante a falência do modelo politico neoliberal que criou, alimenta as forças de extrema direita”
“A extrema-direita fala de corrupção, tenta associar a democracia à corrupção, quando o regime fascista é a corrupção institucionalizada.”
“A batalha parlamentar pela despenalização da IVG foi uma luta da qual me orgulho muito ter participado.”
“Que memórias tenho antes do 25 de Abril de 1974.”

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